«« primeira
|
« anterior
| próxima »
|
última »»
Paginas:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
- jean c ferreira

- Boa Noite Bela Flor Da Noite!!!
-
21:08 - 14/06/2009
- **Athina

- Soberania Escrota
Preconceitos eu tinha
Ao usar certas palavras feias
Agora me libertei!
De toda e qualquer palavra
Tomarei o sumo mais preciso
Agora tenho siso, ganhei juizo
Uma que sempre odiei
Explode a fazer guizo
Dentro de mim:Escroto!
Grandioso Rei ESCROTO!
Escrota rainha soberana
Escrotas Aranhas negras
Tecendo chats
Fazendo coitos em noites frias
A virtual platéia
Em espamos,alucinados,
Aplaude a bizarrice
Do sádico casal escroto!
Orgasmo crescendo espalha:
Vômitos de amebas
Titica de galinha
Bosta de baleias
Tantas outras merdas:
Escroto fedor de tarântulas
Serpentes,víboras,esgotos!...
Vêm comer, alegres,
Todos os vermes da terra
Os restos mortais do gozo
Do escroto casal
A platéia lambendo as sobras>
Agradece,comovida!
*Athina S.S.*
-
14:57 - 16/08/2008
- **Athina

- As palavras são para mim corpos tocáveis,
sereias visíveis, sensualidades incorporadas.
L.D-BS
Álvaro de Campos definindo Alberto Caeiro
A expressão da boca,
a última coisa em que se reparava, - como se falar fosse,
para esse homem, menos que existir, - era a de um[b] sorriso
como o que se atribui em verso às coisas inanimadas belas,
só porque nos agradam - flores, campos largos,
águas com sol - um sorriso de existir e não de nos falar.
-
05:01 - 16/08/2007
- **Athina

- Fernando Pessoa
Nunca supus que isto que chamam morte
NUNCA SUPUS que isto que chamam morte
Tivesse qualquer espécie de sentido...
Cada um de nós, aqui aparecido,
Onde manda a lei certa e falsa sorte,
Tem só uma demora de passagem
Entre um comboio e outro , entroncamento
Chamado o mundo, ou a vida, ou o momento;
Mas, seja como for, segue a viagem.
Passei, embora num comboio expresso
Seguisses, e adiante do em que vou;
No términus de tudo, ao fim lá estou
Nessa ida que afinal é um regresso.
Porque na enorme gare onde Deus manda
Grandes acolhimentos se darão
Para cada prolixo coração
Que com seu próprio ser vive em demanda.
Hoje, falho de ti, sou dois a sós.
Há almas pares, as que conheceram
Onde os seres são almas.
Como éramos só um, falando! Nós
Éramos como um diálogo numa alma.
Não sei se dormes [...] calma,
Sei que, falho de ti, estou um a sós.
É como se esperasse eternamente
A tua vinda certa e combinada
Aí embaixo, no Café Arcada -
Quase no extremo deste continente.
Aí onde escreveste aqueles versos
Do trapézio, doriu-nos [...]
Aquilo tudo que dizes no Orpheu.
Ah, meu maior amigo, nunca mais
Na paisagem sepulta desta vida
Encontrarei uma alma tão querida
Às coisas que em meu ser são as reais.
[...]
Não mais, não mais, e desde que saíste
Desta prisão fechada que é o mundo,
Meu coração é inerte e infecundo
E o que sou é um sonho que está triste.
Porque há em nós, por mais que consigamos
Ser nós mesmos a sós sem nostalgia,
Um desejo de termos companhia -
O amigo como esse que a falar amamos.
-
16:05 - 19/04/2007
- **Athina

- "O poeta somente é poeta porque se vê cercado
de figuras que vivem a actuam em torno dele,
figuras que ele observa até lhes adivinhar as almas"
Convidando vc para participar da comuna:
Poetar: arte de fingir sensaçoes
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30875750
-
16:03 - 19/04/2007
- kiriájnana

- obrigada pela sua atenção
vc escreve bem, o blog é bonito também.
depois com mais calma vou lendo.
bj.
-
01:10 - 19/04/2007
- DIAMANTE

- Boa Tarde, minha amiga!
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: <<Fui eu?>>
Deus sabe, porque o escreveu.
(Fernando Pessoa)
Beijos carinhosos,
Claudio
-
14:39 - 18/04/2007
- PRETORIANO

- Desencanto
(Manuel Bandeira)
Eu faço versos como quem chora
De desalento , de desencanto
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo algum de pranto
Meu verso é sangue , volúpia ardente
Tristeza esparsa , remorso vão
Dói-me nas veias amargo e quente
Cai gota à gota do coração.
E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca
Eu faço versos como quem morre.
Qualquer forma de amor vale a pena!!
Qualquer forma de amor vale amar
-
23:37 - 17/04/2007
- **Athina

- Da Ode Marítima
Obrigai-me a ajoelhar diante de vós!
Humilhai-me e batei-me!
Fazei de mim o vosso escravo e a vossa coisa!
E que o vosso desprezo por mim nunca me abandone,
Ó meus senhores! ó meus senhores!
Tomar sempre gloriosamente a parte submissa
Nos acontecimentos de sangue e nas sensualidades estiradas!
Desabai sobre mim, como grandes muros pesados,
Ó bárbaros do antigo mar!
Rasgai-me e feri-me!
De leste a oeste do meu corpo
Riscai de sangue a minha carne!
Alvaro de Campos
-
21:34 - 17/04/2007
- DIAMANTE

- Metamorfose
Transformo-me em água
Para seu corpo molhar
Também sou uma cama
Para você repousar
Apareço em sonhos
Para seu rosto acariciar
Converto-me em brisa
Para seu lindo corpo tocar
Disfarço-me de pássaro
Para lhe visitar todo dia
Presentear seus ouvidos
Com uma bela melodia
Transformo-me em rio
Ao ouvir nossa canção
Viro uma linda flor
Para chamar sua atenção
Com essa metamorfose
A saudade vou vencer
Vou transformar-me na felicidade
Para estar sempre com você
(Milton Oliveira)
Beijos carinhosos,
Claudio
-
19:28 - 17/04/2007
«« primeira
|
« anterior
| próxima »
|
última »»
Paginas:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26